Aos que ergueram a mão
Não pra segurar o machado
Pra segurar o que ficaria
Não o que iria pra serraria
Madeira podre
Pobre vida
Minhas árvores de papel
Que anoitecem sãs
E amanhecem vãs
Que choram na lua cheia
A seiva dos galhos cortados
Facões, tesouras, motoserras
Tudo que as detém
Que será de nós sem elas?
Que raiva seguram nas folhas
Dos humanos que se empedraram
Que não tem dó
Que zombam
Que arrombam
O verde que ainda existe
Dizem as línguas sensatas
Se ninguém cuida das cidades
Onde vamos morar?
Tem carro dormindo em garagem
E gente dormindo em qualquer lugar








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