O homem sempre tinha uma das mãos ocupadas
O copo que vivia nela
Meio colado
Meio de lado
Em direção à boca
Era um poço invertido
Colocando líquido pra dentro
Poço sem fundo
Tentando encher de alguma maneira
Um não sei o quê sem eira nem beira
Não tinha nem segunda-feira
Que se salvasse
Nada que não entrasse naquela vida
Que não fosse a bebida
Bebe a vida
Passagem só de ida
Se escondia atrás do vidro
Da taça
Da garrafa
Das mesas
Dos bares
Ia rodando
Deixando dinheiro
Trocando papel suado
Por entorpecimento garantido
Só falava disso
Só pensava nisso
Idólatra de álcool
Melhor amigo de cerveja
Sem tempo pra mais ninguém
Devia ter visto que a mão que lhe sobrava
Tinha um metal dourado
Uma família do outro lado
O copo que vivia nela
Meio colado
Meio de lado
Em direção à boca
Era um poço invertido
Colocando líquido pra dentro
Poço sem fundo
Tentando encher de alguma maneira
Um não sei o quê sem eira nem beira
Não tinha nem segunda-feira
Que se salvasse
Nada que não entrasse naquela vida
Que não fosse a bebida
Bebe a vida
Passagem só de ida
Se escondia atrás do vidro
Da taça
Da garrafa
Das mesas
Dos bares
Ia rodando
Deixando dinheiro
Trocando papel suado
Por entorpecimento garantido
Só falava disso
Só pensava nisso
Idólatra de álcool
Melhor amigo de cerveja
Sem tempo pra mais ninguém
Devia ter visto que a mão que lhe sobrava
Tinha um metal dourado
Uma família do outro lado
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