Teu destino não está na palma da tua mão Senão nas linhas de tua testa Grandes arestas De tuas observações de mundo Vê o âmago das almas O cerne das plantas Isso me espanta Mas se isso te encanta Quem sou eu para negar O que de mim pôde tirar Só com a mirada daquela noite Que afoite Já sabia tudo Por trás dos olhos cerrados Manteve a boca fechada Como se viesse da invernada Te espero colher as sementes Te assisto bem paciente Aqui do outro lado do mapa Há um pampa ou uma mata Uma represa velejável Do sonho guardado na manga Te ajudo nessa façanha Só pra ver você sorrir Aí serei eu que observarei Sem testemunhas e nem platéia A graça que está por vir Serei eu então Artesão de memórias Da mais bonita história Que o tempo fez permitir
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Mostrando postagens de maio, 2016
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Ao que tem olhos de um azul profundo Ao que mesmo em luto de mãe sorri Ao que veleja Ao que planta árvores Ao que não toma mate Ao que chora, vendo jovens cantores no palco Ao que nasceu em 66 Ao que tem medo de escuro E aquele que não confia nas máquinas fotográficas A todos esses deixo um poema Escondido na noite chuvosa Daquele dia de prosa
Real
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Na minha casa a parede é de papel Meu corpo é de ferro Minha geladeira está vazia Minha alma cheia A televisão não funciona Tenho assuntos variados na minha cabeça Posso sorrir e conversar noites adentro A casa nem é minha É alugada Esse corpo é meu Minha vida me pertence Se escolhes o que é material Baby que irreal
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Os que trabalham na roça, são sempre os que não tem opção Recebem uma enxada pequena em troca da caneta. Escrever o nome já é bom. Alguns escolhem fumar. O tempo em que se gasta em cada cigarro, diminui o tempo da lida. Além disso, encurta o tempo de vida. Nascem em meio aos repolhos e ali mesmo morrem os sem escolha. Maria decidiu escolher. Foi morrer junto a um pé de alface, livre!