Último poema
Veio como vêm os bucaneiros
De tempos em tempos conforme o mar permitia
Trouxe muito e serviu em bandejas de prata
Abundantemente e durante a noite toda
Somente
Silêncio
Preciso passar a mão nas feridas da tua perna há anos expostas ?
Foi tu que me fatiaste em postas
Manjar refinado pro seu amargo paladar
Não vou mais me queixar
Entre o horizonte e esse ser mastodonte
Basta apontar o dedo e lança
Deixar meu corpo pra onde se queira
Não mais nessa peneira
Que meu coração não conseguiu passar
Então volte pro mar
Não venha mais visitar essa velha sereia
Permaneço aqui na areia
Brincando que o tempo não guarda rancor
É canção de despedida da nossa enorme ferida
Que a gente chamava de amor
De tempos em tempos conforme o mar permitia
Trouxe muito e serviu em bandejas de prata
Abundantemente e durante a noite toda
Somente
Silêncio
Preciso passar a mão nas feridas da tua perna há anos expostas ?
Foi tu que me fatiaste em postas
Manjar refinado pro seu amargo paladar
Não vou mais me queixar
Entre o horizonte e esse ser mastodonte
Basta apontar o dedo e lança
Deixar meu corpo pra onde se queira
Não mais nessa peneira
Que meu coração não conseguiu passar
Então volte pro mar
Não venha mais visitar essa velha sereia
Permaneço aqui na areia
Brincando que o tempo não guarda rancor
É canção de despedida da nossa enorme ferida
Que a gente chamava de amor
Comentários