Vai ter que pagar
Tudo sim

Cada Dorflex
Ou rabo de galo de Butequim

As contas que atrasei
Dos juros que não honrei

Roupas esquecidas no cesto sujas
Traças e mofo fazendo a casa

Flores murchas sem água
Naqueles dias de mágoa

Ah! Sim, você me paga
O rímel borrado desperdiçado no pano

Toda a conta da locadora
Mil vídeos que me socorra

Quantos abdominais e esteira
Quanto leite condensado e bobeiras

Gasolina de tanto ir e vir
Tentando com os dias talvez sorrir

Quebrei as unhas
Furei o dedo

Comi o azedo e sentei no formigueiro
Joguei comida fora do estômago nada entrava

Me paga toda a tinta da caneta
A luz acessa até de madrugada acelerando a conta

Rezei pro céu inteiro
Contei estrelas de todo cruzeiro

Depois daquele dia, meu bem
Que foi embora e eu esperando esse : vem.....

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog