Vai ter que pagar Tudo sim Cada Dorflex Ou rabo de galo de Butequim As contas que atrasei Dos juros que não honrei Roupas esquecidas no cesto sujas Traças e mofo fazendo a casa Flores murchas sem água Naqueles dias de mágoa Ah! Sim, você me paga O rímel borrado desperdiçado no pano Toda a conta da locadora Mil vídeos que me socorra Quantos abdominais e esteira Quanto leite condensado e bobeiras Gasolina de tanto ir e vir Tentando com os dias talvez sorrir Quebrei as unhas Furei o dedo Comi o azedo e sentei no formigueiro Joguei comida fora do estômago nada entrava Me paga toda a tinta da caneta A luz acessa até de madrugada acelerando a conta Rezei pro céu inteiro Contei estrelas de todo cruzeiro Depois daquele dia, meu bem Que foi embora e eu esperando esse : vem.....
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Mostrando postagens de outubro, 2015
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Você me pareceu alforria Depois percebi dicotomia Se o homem é santo Porque te compra um manto Viu nos seus olhos o brilho de animal Que lhe causou o mais puro metal Diz que não gosta de botas E mesmo assim as usa lustradas Não economizando as alvoradas Com quem não te da valor Pois mostra na mão estendida teus sonhos Segurando com a outra mão sua cabeça Tão evidente E olha meu bem Não sou vidente Mas sei que dividido em dois você se vê Assiste a tv olhando para a montanha Com as injustiças já não se assombra Se escolhe mal teu caminho Deixando por onde passa O que realmente te importa Quero que a minha boca fique torta E morra o meu mais querido passarinho Se você não é o pensador E o outro o que te rouba pensamentos Sem olhar para os pés Estas atado ao cimento Da liberdade comprada Então se deite e se lambuze Do que escolheu pra si E seu um dia com pena Lembrar de alguma pequena Lembre daquela Que escreve poemas pra ti
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Estávamos ao nível do mar Lá de onde meu coração pirata atracou Não sei pra onde ele ia Só sorria Não sei se entendia Só sentia O afago na luz O ouro que seduz Cem pedaços sou eu Navegando sempre em águas de Morfeu Somos náufragos Somos instantes Da vida de um diamante Não quis te deixar à deriva Tentei com todas as forças não te afogar É que as vezes penso Que demora muito tempo Pra gente poder acordar
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Jogue os porcos às pérolas Se eles fazem questão Do respaldar da minha janela vejo tanta contradição .... Enterre uma curva de um rio dentro do meu coração Lave essa traição Do respaldar da minha janela não vejo mais tua mão... Melhor teus pássaros voando Que um engaiolado Já não te reconheço desse avesso Do respaldar da minha janela amanheço...