Os mais difíceis lutos De se viver São dos defuntos que caminham: Ainda esbarram com você nos corredores Passeiam alegremente pelas ruas Conseguem até almoçar no mesmo restaurante Felizes daqueles que não enxergam mais seus mortos Que os tem em uma caixa fechada A prova de tudo Que conseguem sarar o coração Com os olhos cegos da imagem
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Tive que riscar a estrada às pressas aquele dia Saí qual bandido que ouve barulho na casa que afana 10 minutos pra arrumar as malas depois da tertulha de ano novo Ficaram os anéis e ainda consegui levar os dedos Neles dormiam a impressão da tua pele Lisa e serena Gosto das tuas nenhuma palavras às vezes Teu não dizer me fascina Pensei na gente toda a viagem A poltrona era a17 mas sentei na 21 só por desaforo Te disse o que penso Chegou a fazer vento Tua incerteza impulsiva Sempre me deixando à deriva
Tirei o baralho De quem sempre deu as cartas Crupiê melindre Mágico mandraque Amigo de araque Gato de madrugada virando a lata do lixo Botando os bigodes em todos os cantos Ajoelhando-se para todos os santos Na música dos solitários Sou maestro da orquestra Não tire o que me resta Lágrimas, suor ou pão O carteado agora está na minha mão Lanço-o às estrelas no céu silencioso Lembro das horas barulhentas Guardo algumas risadas Tomo novamente o rumo na estrada
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