Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2016

Último poema

Veio como vêm os bucaneiros De tempos em tempos conforme o mar permitia Trouxe muito e serviu em bandejas de prata Abundantemente e durante a noite toda Somente Silêncio Preciso passar a mão nas feridas da tua perna há anos expostas ? Foi tu que me fatiaste em postas Manjar refinado pro seu amargo paladar Não vou mais me queixar Entre o horizonte e esse ser mastodonte Basta apontar o dedo e lança Deixar meu corpo pra onde se queira Não mais nessa peneira Que meu coração não conseguiu passar Então volte pro mar Não venha mais visitar essa velha sereia Permaneço aqui na areia Brincando que o tempo não guarda rancor É canção de despedida da nossa enorme ferida Que a gente chamava de amor