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Mostrando postagens de fevereiro, 2013
A bailarina que ninguém assiste, tem os olhos náufragos no mar de gente. A cortina aberta, em ondas de pano, lhe causa terror e espanto. Se olhar com cautela, verá um grampo que escapa do penteado. Lá em baixo enroscado, fazendo escorregar  as sapatilhas. Tem no seu lábio um pequeno sorriso, fingindo alegria e doçura. Mas as luzes da ribalta denunciam, sentimentos escuros e febris. Dança pra renascer, o que ninguém viu. É só a ponta desse grande paviu.
O jacaré já me abraçou. Já sentou na mesa e me fez de gato e sapato. Dançou comigo uma valsa triste. Esperou de porta aberta. Também ninguém viu Quando mandei o jacaré Num despacho de Abril pra beira de outro rio Não me diga o que não sabe. Refresco com pimenta é bebida do capeta Nos olhos de quem tá cego nem cócegas vai fazer Me diz quem é você que já nem reconheço mais. Dos primeiros passos até agora Nessas palavras que você me traz.