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Mostrando postagens de dezembro, 2009
Senhor nobre conselheiro Tua algema é meu mosteiro Faz a alma repousar no tempo Pendurado no ponteiro História que ninguém pode contar Do meu lado esquerdo Nobre senhor Lado direito Inquisitor Rezo à alma verdadeira Guardo na geladeira Pra depois esse louvor Solta o manto Negocio Primavera há de chegar Pergunto aos Santos Reis falecidos: Quem suporta renunciar? A resposta não a tens Remetes à voz vazia E eu espero, calmaria A entrar na tua tempestade Sempre é tempo de romaria
Abrindo a porta Vai encontrar ainda posta A mesa a te esperar Poderá não perceber Arrastado pela corrente diurna Será a mesma taça ainda colocada Teus olhos preguiçosos despercebem Quem deitou a boca no cristal Quando tempos ficou Afastado do teu banquete Sem medo dos cães famintos Que espreitam tua orla Então senta e se lambuza Do teu próprio esquecimento Acredita que nada por ali mudou Nem sonha que a madeira da cadeira Um pouco se entortou Sem o teu peso vergou