Os mais difíceis lutos De se viver São dos defuntos que caminham: Ainda esbarram com você nos corredores Passeiam alegremente pelas ruas Conseguem até almoçar no mesmo restaurante Felizes daqueles que não enxergam mais seus mortos Que os tem em uma caixa fechada A prova de tudo Que conseguem sarar o coração Com os olhos cegos da imagem