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Mostrando postagens de novembro, 2014
Já era noite Capengávamos de tanto açoite O vento era frio Não imaginava encontrar teu rio Pura montanha ou luz Na sombra que enfim conduz Andei ao relento Comi fumaça Pra andar no rastro da tua raça Apostei Migrei Quase me desintegrei Do alto da montanha Ou no chão Já era nossa a tua e a minha mão Já era um gosto bom Mesmo a boca sem som Caímos nos dias Perdemos o rumo De olhar e nem crer E rir até doer Escalar o mar Há sim de me ver chegar Sorrio no fim da tarde Pra mais uma manhã vir Ver nos olhos o brilho que guia Mais que corda e canto de cotovia Não sei mais sair Mesmo sem saber o que está por vir.
Afora isso Tinha um preço Um sem endereço Que ficou pra nós Longe de mim te tirar a voz É que reconheço Nosso mais puro adereço Era algo vago como o ar Não pensava que seria assim Mas com essa lua no céu e essa noite sem fim...