Já era noite Capengávamos de tanto açoite O vento era frio Não imaginava encontrar teu rio Pura montanha ou luz Na sombra que enfim conduz Andei ao relento Comi fumaça Pra andar no rastro da tua raça Apostei Migrei Quase me desintegrei Do alto da montanha Ou no chão Já era nossa a tua e a minha mão Já era um gosto bom Mesmo a boca sem som Caímos nos dias Perdemos o rumo De olhar e nem crer E rir até doer Escalar o mar Há sim de me ver chegar Sorrio no fim da tarde Pra mais uma manhã vir Ver nos olhos o brilho que guia Mais que corda e canto de cotovia Não sei mais sair Mesmo sem saber o que está por vir.
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