Quem sabe um dia vá surgir Feito um soco Uma idéia na cabeça Deixando no lugar um oco Besta fera ou gigante Mais calmo que Gandhi Aparece não tem jeito Te lembrará com dor no peito Dos meus olhos de menina Tão real quanto cheiro de gasolina Vai te queimar por dentro Desencontro sem tamanho Quando olhar no espelho e perceber Que a estrada já se vai ao longe Que você ficou na espera Quando vai ver já era um sonho E sorrindo admite tristonho O que podia ter sido e não foi Dará um grito feito um mugido de boi Entrará pasto adentro solitário Pra quem vai pro abatedouro do destino Na alma achando que era um menino Cabelo já vai branco Já não tem mais apoio de santo Agora só resta rezar É começar tudo de novo Brincando de primavera no outono Folha seca no chão O destino já não está na sua mão Escolheste assim Pierrô, arlequim, seja lá do que se fantasiou naquele carnaval Quando virou as costas pro portão Escancarado do meu coração
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