Era uma vez um rei careca Sonhando com cabelos fartos Tinha um trono de pelúcia Que não lhe deixava esquecer Sempre o que não tinha Um dia passava pelo reino Um adivinha Mandou o rei chamá-lo Responde a minha pergunta Ou te faço sofrer Pois não majestade Peça o que quiser Espero poder responder E lhe acabar com a grande angústia Junto com a dúvida que lhe assusta Quando, cabelo vou ter? Me fale sem titubear É que estás sentado meu rei Em cima de tudo que tem Não estás na cabeça agora Mas ao alcance das nádegas, por hora O rei sem demora mandou ao homem matar Como ousa falar desse jeito? Em pretérito mais que perfeito? Não acreditou ao voltar ao assento Que o adivinho tinha razão Tudo o que havia ele Tendo sentado em cima não enxergava A riqueza que por ali andava Quanto tempo perdia Olhando pra cabeça dos outros e sorria Encantado e assustado Com o tesouro que trazia
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