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Mostrando postagens de abril, 2009
Eis que um país E que morava ao lado de outro país O primeiro, meu senhor, incomodava-se com o segundo Livrar-se dele Fácil marketing Podiam, sempre tinham O homem na lua Estúdio na rua 53 Fizeram, inventaram Homens sem nome, gravata rubro e céu Inventaram uma doença Jogaram no país vizinho Saíram na TV Na internet deu pra ver Um vírus só, virou milhares E a gripe se espalhou Pelos cabos Pura genética nas fibras óticas Todo mundo acreditou Naquele segundo país Ninguém jamais voltou E a mazela suína manifestou Mostrou que as notícias que chegam pelo ar Na tela do seu LCD No seu laptop Não são a realidade Real é ver Logo ao amanhecer O sol andando na minha cabeça A mariposa que pousa Na lapela Meu senhor É mais real Que a tela virtual
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Passeio pelo jardim: Quem mudou minha orquídea de lugar? E essa planta? Que a tão pouco tempo eu havia podado, quão grande já se vai. Em que momento do caminho eu havia parado de rezar? Uma borboleta pousa tão perto que enxergo seu olhos quadriculados. Eu estava o tempo todo ali e não sabia. Quantas chances mais ainda vou ter? Olhei cada pinha e cada pinhão que já nascia. Olhei como nunca havia visto. Já vai a vida assim tão curta. Pouco tempo a gente tem pro mundo. Quanta riqueza num pedaço de terra. Minha cabeça num segundo.

Fuscablue

Saudoso veículo... Faz tantos anos e parece que foi ontem A janela que só abria com a chave de fenda auxiliar Os empurrões na descida por falta de bateria Aliás, faltava tudo: velocímetro luz limpador de pára-brisas (Detalhe era colocar a mão pra fora e fazê-lo funcionar manualmente) Tinha sempre que ter um platinado sobrando pra trocar Uns fios para a carga de energia... Ahhhhhhhhh!!! Aquele eterno cheiro de gasolina (ás vezes tinha gasolina) E a gente dentro passeando (ás vezes tinha a gente)....faz tanto tempo mas eu ainda lembro
Pisa forte com o calcanhar no chão. Antes mesmo de chegar, já anuncia a sua presença. Quando toca o despertador, pula da cama de primeira, ainda mais se vê luz lá fora. Prefere as montanhas à praia. Na água gelada, entra de uma vez só, sem dramas. -Chá? -Não, café!

Bras Ilhas

Até as flores do teu chão foram planejadas, como Oscar não previu. Teus chás são de cadeira. Teu chão tão reto em que eu tropeçava. O ar seco de sair lágrima dos olhos. Dos teus planos altos, sou o mais baixo. Passo quieta, despercebida, mirando vôo.